sexta-feira, 16 de março de 2012

Exclusivo: Entrevista com a Mr. Simple

Um papo com a Mr. Simple, onde a banda conta sobre sua história e perspectivas.
Por Thaís Viegas.

1- Como vocês se conheceram?
Otávio - Eu e Paulo nos conhecemos há mais de 10 anos, quando fui integrado à lendária DAPHNE. Desde então, somos parceiros musicais.

Paulo - Rapaz, são mais de 20 anos, Otávio (risos). Lembro que Otávio chegou ao ensaio da Daphne de muletas, perguntando "e aí, onde é que a gente ensaia". Olhei para Alexander e Cacique e pensei: "rapaz, que cara mais folgado!" (risos).
Vanessa - Pelo que eu lembro, os meninos foram me procurar lá na escola de música para me propor fazer um teste para entrar na banda. Isso foi em 2005.

2- Como surgiu a ideia de montar a banda?
Otávio - Qndo a DAPHNE pendurou as chuteiras, ousamos fazer parceria e montamos a MRS.

Paulo - Queríamos um espaço para tocar rock e mostrar nossas músicas. Pelos rumos que a Daphne foi tomando, sentíamos que ela já não era plenamente este espaço.

3- Por que o nome Mr. Simple?
Paulo - Teve uma banda no final dos anos 90 chamada Mr. Clauss. Sempre achei este nome interessante, esta coisa de criar um personagem fictício. O Simple veio da noção de "som simples", "direto", rock and roll em trio sem muitas frescuras.
Otávio - É, surgiram outros tantos nomes, mas não nos agradou nenhum. Percebemos que queríamos fazer um som com qualidade e menos músicos para minimizar as questões de conciliação de horários, um som simples e direto.

4- Como é esse lance de ter uma mulher comandando a bateria? Essa ideia teve inspiração em outra banda ou foi acaso mesmo?
Vanessa - Eu acho muito bom. Não me inspirei em nenhuma mulher ou banda com mulher baterista para começar a tocar não. Minha paixão foi pelo instrumento mesmo. Percorri algumas cordas, mas me dei conta que meu trabalho com a música flui com o ritmo mesmo.
Paulo - Confesso que teve um lance de marketing ao chamarmos Vanessa. Sabíamos que isto ia dar um charme para a banda. Mas o principal é que, desde que a vimos pela primeira vez, vimos que ela "sentava a mão" no instrumento. É uma baita baterista, tem a veia do rock mesmo e caiu como uma luva na banda.
Otávio - Não tenho lembranças se a intenção era ser uma baterista, lembro que fizemos testes com outras pessoas, e se nao me engano, com uma mulher, a Nize, minha prima baterista da Banda Máquina do Tempo. Quis o destino que fosse Vanessa.
Paulo - A gente tentou Franklin, da Los Boddah, também.

5 - O cenário roqueiro maranhense teve mudanças significativas, isso ninguém pode negar. Novas bandas surgindo, maior número de eventos voltados para este segmento, maior número de produtoras investindo nesse ramo. Com 7 anos de carreira, como vocês avaliam essa evolução no nosso cenário de 2005 para cá?
Paulo - Não chamo de evolução, só usarei este nome quando uma banda daqui fizer sucesso em nível nacional e levar outras junto. Tem mais bandas em quantidade, mas poucas com estilo próprio. Fala-se muito em "trabalho autoral", mas não adianta muito quando a gente ouve e percebe Los Hermanos, Cazuza, Legião, Coldplay no som dos caras. Deste ponto de vista, uma versão criativa é mais interessante que um autoral fake.
Otávio Na verdade, temos mais de 20 anos de carreira, e nesses anos pudemos vivenciar e participar efetivamente da formação do cenário desta vertente músical aqui na ilha. Somos de um tempo onde as bandas tinham uma identidade, era possível identificar a sonoridade de cada um, bandas estas que vestiam a camisa e eram amigas entre si. Tocamos em guetos, bares, festivais (Coqueiro, entre outros tantos). Fomos, na Daphne, a primeira banda de rock a tocar nas rádios de São Luis, Teresina e até Portugal, tudo isso sem Internet. Hoje, o cenário do rock mudou bastante. Poderia estar ainda mais profissional e com mais produção local, mas ainda está longe de tal. Acredito que é pela falta de compromisso entre os participantres da banda, hoje vemos muitas bandas surgindo e desaparecendo num piscar de olhos.
Vanessa - Também sou muito cética em relação a essa assertiva. Não sei se trata de uma "evolução da cena roqueira maranhense". Acredito que as boas bandas que buscam um trabalho sério e responsável tem um espaço muito reduzido para mostrá-lo, e isso é desestimulador e revoltante. Tem muita coisa efêmera por aí e parece que uma boa parte do público quer a novidade com pouca consistência.



6- Para encerrar, gostaria de saber se a banda está com novos projetos em vista. Novo cd a ser lançado? Alguma novidade para os fãs?
Vanessa - O cd novo está no forno, já já nós lançamos. Posso dizer que as músicas desse trabalho são uma aposta.
Otávio - Estamos com o cd pronto e angariando fundos para poder fazer a prensagem. Somos parte integrande do restrito selo da MARAMUSIC, que é promovido pelo cantor e compositor BETTO PEREIRA.

Ouçam Mr. Simple no myspace.com/mrsimple1 ou reverbnation.com/mrsimple

2 comentários:

  1. Muito massa essa entrevista!!!!!!!!
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  2. Cara, eu era muito fã da Banda Dapnhe, pena que acabou.. Mas um dia vou ver o show da Mr. Simple, com certeza..

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